quinta-feira, 3 de abril de 2014

SUGESTÃO 7: NÃO PARE DE ESTUDAR


Pra quem está bem no comecinho da carreira, nem é preciso pensar no risco da acomodação. Em geral, os professores mais novos não podem escolher as disciplinas que lecionam e é comum que não possam repeti-las em dois semestres consecutivos. Além disso, o medo de enfrentar a sala de aula já é combustível suficiente para levá-los a preparar as exposições com afinco. O risco da acomodação aumenta quando o professor já preparou aulas para a disciplina que vai ministrar e quando a experiência já lhe permite fazer improvisos com relativa eficiência. Minha turma de graduação nunca poderá esquecer o professor que deu uma aula inteira sobre uma lei que já havia sido revogada. E não era aula de História do Direito. Ele simplesmente estava utilizando as notas preparadas para semestres anteriores e não havia se dado conta da importante alteração legislativa.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

SUGESTÃO 6: ESTUDE METODOLOGIA DO ENSINO


Além das atividades organizadas pelo GIZ/UFMG, recomendo a leitura tanto de um bom manual de metodologia do ensino quanto de autores que podem proporcionar dúvidas e inquietações. Aquele servirá como roteiro firme e seguro para a caminhada e estes servirão para ampliar o horizonte. Um manual bastante simples e de leitura muito proveitosa é Metodologia do Ensino Superior, de Antonio Carlos Gil. Entre os autores que podem ajudar a tirar os pés do chão, seguramente, estão Paulo Freire e Rubem Alves.

terça-feira, 1 de abril de 2014

SUGESTÃO 5: CUIDE DE SUAS EMOÇÕES


Nada mais trágico do que um professor emocionalmente instável. A sala de aula é um caldeirão. O conflito, sempre latente, manifesta-se várias vezes ao longo do semestre. O detonador pode ser uma simples observação feita durante um debate ou alguma divergência sobre critérios de correção de prova. É impossível impedir que os conflitos apareçam, mas a saúde emocional do professor vai determinar a sequência dos acontecimentos.

segunda-feira, 31 de março de 2014

SUGESTÃO 4: APRENDA COM AS CRÍTICAS

Ouvir críticas não é mesmo nada fácil. Mas aprender com elas é ainda mais difícil. Nossa primeira reação é buscar justificar o comportamento adotado ou apresentar alguma atenuante. É difícil admitir que, numa dada situação, agimos com arrogância ou intransigência. É difícil aceitar que determinada estratégia pedagógica gerou tudo menos aprendizagem. Mas só haverá possibilidade de crescimento se a crítica for encarada de frente, com abertura e coragem.